O Político Deda
Marcelo Déda é um político como poucos, atento aos fatos, inteligente na busca para conseguir o que deseja. Aprendeu com as muitas derrotas o jeito certo de se negociar, sabe esperar e não mede esforços para articular, pois é considerado um negociador por excelência.
Seu olhar está sempre atento e quase nunca falha. Na política, ele sabe que um passo em falso todo um processo de negociação pode emperrar. A personalidade forte e decidida é uma das características mais marcantes da sua maneira de fazer política, juntando ao seu poder de persuasão, que o ajuda a conduzir sua liderança no partido dos trabalhadores e com os partidos aliados.
Déda é respeitado até mesmo por seus adversários, não vacila nos embates e debates que a vida política o empoe. É um estudioso das questões que envolvem a sociedade, o que lhe dá larga vantagem em relação a muitos políticos.
Com discurso hábil, eloqüente, de palavras seguras, somado ao conhecimento das vias políticas, assim Déda chegou a deputado estadual, duas vezes federal, prefeito da capital dos sergipanos por dois mandatos e agora está no segundo mandato do Governo de Sergipe.
Defensor da democracia, Déda, em seu segundo governo, com a habilidade que lhe é peculiar, talhada nas bases do partidito dos trabalhadores, aprendida na antiga corrente articulação, hoje CNB, e pela experiência de sua vida pública, demonstra, mais uma vez, a perspicácia de grande estrategista e entregou, na manhã da quinta-feira, 28 de julho, o comando do governo à presidência da Assembleia Legislativa do Estado, hora sob o mando da Deputada Dra. Angélica Guimarães, em virtude de uma viagem pessoal e da ausência do vice-governador, que também está em viagem.
Mas não foi uma mera passagem de cargo, cumprindo as formalidades e a linha sucessória a que manda a constituição, o próprio Déda, na cerimônia de transmissão de cargo, enalteceu em seu discurso, que aquele momento era uma forma de homenagear os aliados políticos, no caso mais específico o grupo do PSC, da Deputada Angélica e comandado pelo Senador Eduardo Amorim. Uma demonstração de confiança e uma cartada de mestre, que só um político da envergadura de Déda, sabe o que está fazendo e o que quer.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
Saúde com Zelo e com ética
Estive à frente da secretaria de Saúde do município de São Cristóvão por um ano e quatro meses, busquei merecer a confiança do meu partido e do Vice Prefeito Cláudio Sanclau que me indicou para tão honrosa missão. Procurei organizar a secretaria e usar bem o dinheiro público, porém, chega um momento que temos que tomar decisões e não aceitando a forma de condução da política de gestão da atual administração municipal e conforme relato transcrito abaixo, da correspondência enviada ao prefeito, deixei a função de Secretário.
São Cristóvão, 3 de junho de 2011
Exmo. Sr.
Alexsander Oliveira de Andrade
Prefeito Municipal de São Cristóvão
Nesta
Senhor Prefeito,
Primeiramente gostaria de agradecer por ter aceitado a minha indicação, feita pelo meu partido (PT), para assumir a Secretaria Municipal de Saúde ao longo de um ano e três meses, sendo uma experiência impar e uma oportunidade de colaborar com a nossa cidade, no que tange uma das áreas de extrema necessidade para a população, porém, em virtude das poucas condições de trabalho: falta de uma estrutura minimamente adequada de funcionamento da secretaria; recursos insuficientes para arcar com as despesas básicas; quadro de pessoal bastante comprometido; processos licitatórios que não andam, pois estamos no meio do ano e temos alguns recursos de programas para compra de equipamentos para melhorar o funcionamento das unidades e até agora nada; apoio jurídico centralizado na procuradoria, sendo insuficiente, pois a secretaria de saúde precisa de uma assessoria jurídica mais constante em virtude da sua capacidade de intervenção ser, muitas vezes, imediata por se tratar de estar lidando diretamente com vidas, na sua maioria, de pessoas carentes e também por ter que acompanhar as várias situações junto aos órgãos fiscalizadores e conselhos de classe dos servidores, como foi o caso do COREN, que entrou na justiça pela falta de responsáveis técnicos e precisava de um acompanhamento mais efetivo para evitar aplicação de multa.
Por inúmeras vezes estivemos reunidos e, outras vezes, encaminhei relatórios informando a situação da Secretaria e poucas foram às tomadas de atitudes para, pelo menos, suprir as necessidades mais gritantes, uma delas a dívida com o INSS, que por várias vezes solicitei que encontrássemos uma forma para a solução do problema, pois por conta disso, não tivemos direito de conseguir projetos junto ao Ministério da Saúde. Como é do seu conhecimento, neste um ano e três meses, enviamos mais de 20 projetos ao Ministério da Saúde.
Algumas reformas foram feitas e pelo que apuramos no setor financeiro e contabilidade da saúde o repasse anual de 2010 ficou em 15,08%, portanto, não cumprindo o compromisso de que as reformas seriam além dos 15%, pois o que passou nem chega perto do valor, que seria de no mínimo de 1,6% a mais.
Por estes e outros motivos, venho informar que a partir de 8 de julho, estarei me desligando do cargo de Secretário. Estou informando esta data para não atrapalhar o andamento da Conferência Municipal de Saúde, que será dias 6 e 7 de julho, e peço-lhe que sejam tomadas as medidas cabíveis para a minha exoneração. No entanto, coloco-me a disposição para ajudar ao novo secretário no repasse das devidas atribuições.
Por fim, quero ressaltar que além dos projetos encaminhados ao Ministério da Saúde, reformas já mencionadas e conforme relatórios enviados, ampliamos o número de veículos para atender a população; criamos o protocolo de atendimentos das enfermeiras; realizamos alguns mutirões; demos sequência e ampliamos o atendimento dos CAPS, principalmente na cobertura do atendimento aos usuários de álcool e drogas, mesmo com estrutura precária; melhoramos o fluxo de trabalho da sede da Secretaria e estávamos conduzindo, conforme apresentado ao Senhor Prefeito, um novo planejamento estratégico para a Saúde de São Cristóvão com Missão, Visão, objetivo geral e objetivos específicos.
Mais uma vez agradeço e faço votos que sua administração possa ainda conseguir êxito para o bem da nossa gente.
Atenciosamente,
Edmilson Santos Brito
Secretário Municipal da Saúde
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Dia de São Pedro: Primeiro Papa
“Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela” (Mateus 16,16-18)
Hoje, 29 de junho, é dia de festa. Toda a Igreja Católica está comemorando o dia do primeiro Para da Igreja, São Pedro. E não é coisa inventada, a escritura sagrada confirma com as próprias palavras de Jesus: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela” (Mt 16,18).
Em nossa Arquidiocese temos duas paróquias dedicadas a São Pedro, uma no bairro Industrial e outra no Bairro 13 de Julho, ambas em Aracaju.
Segundo a Bíblia, seu nome original não era Pedro, mas Simão. Nos livros dos Atos dos Apóstolos e na Segunda Epístola de Pedro, aparece ainda uma variante do seu nome original, Simeão. Cristo mudou seu nome para כיפא, Kepha (Cefas em português, como em Gálatas 2:11), que em aramaico significa "pedra", "rocha", nome este que foi traduzido para o grego como Πέτρος, Petros, através da palavra πέτρα, petra, que também significa "pedra" ou "rocha", e posteriormente passou para o latim como Petrus, também através da palavra petra, de mesmo significado.
Pedro foi o fundador, junto com São Paulo, da Igreja de Roma, sendo-lhe concedido o título de Príncipe dos Apóstolos. Pedro foi o primeiro Bispo de Roma. Essa circunstância é importante, pois daí provém a primazia do Papa e da diocese de Roma sobre toda a Igreja Católica; posteriormente esse evento originaria os títulos "Apostólica" e "Romana".
Hoje, 29 de junho, é dia de festa. Toda a Igreja Católica está comemorando o dia do primeiro Para da Igreja, São Pedro. E não é coisa inventada, a escritura sagrada confirma com as próprias palavras de Jesus: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela” (Mt 16,18).
Em nossa Arquidiocese temos duas paróquias dedicadas a São Pedro, uma no bairro Industrial e outra no Bairro 13 de Julho, ambas em Aracaju.
Segundo a Bíblia, seu nome original não era Pedro, mas Simão. Nos livros dos Atos dos Apóstolos e na Segunda Epístola de Pedro, aparece ainda uma variante do seu nome original, Simeão. Cristo mudou seu nome para כיפא, Kepha (Cefas em português, como em Gálatas 2:11), que em aramaico significa "pedra", "rocha", nome este que foi traduzido para o grego como Πέτρος, Petros, através da palavra πέτρα, petra, que também significa "pedra" ou "rocha", e posteriormente passou para o latim como Petrus, também através da palavra petra, de mesmo significado.
Pedro foi o fundador, junto com São Paulo, da Igreja de Roma, sendo-lhe concedido o título de Príncipe dos Apóstolos. Pedro foi o primeiro Bispo de Roma. Essa circunstância é importante, pois daí provém a primazia do Papa e da diocese de Roma sobre toda a Igreja Católica; posteriormente esse evento originaria os títulos "Apostólica" e "Romana".
domingo, 29 de maio de 2011
Ordenações: Frades Capuchinhos Frei João Paulo e Frei Gilton
A Província Capuchinha de Bahia e Sergipe recebeu, neste final de semana, mais dois sacerdotes que foram ordenados pela imposição das mãos do Bispo de Teixeira de Freitas, o sergipano, Dom Carlos Alberto. Os ordenados foram o Frei João Paulo e Frei Gilton Oliveira.
Ordenação do Frei João Paulo
A primeira ordenação ocorreu na sexta, 27 de maio, em Telha, cidade natal do novo sacerdote, o frei João Paulo, que estava muito emocionado e em muitos momentos derramou lagrimas, ao olhar de centenas de pessoas, que lotaram a avenida em frente a Igreja matriz da cidade.
Na homília, Dom Carlos, lembrou a missa do sacerdote “levar a boa nova aos pobres, curar os corações feridos, consolar os que estão tristes” e acrescentou o bispo, “ter amor profundo a Cristo”. Ao receber os paramentos de sacerdotes dos pais, que também estavam emocionados, o frei João Paulo, foi saudado por todos.
Antes de finalizar, o Frei Florêncio Pecorari, representante do Provincial dos Capuchinhos, que não pode comparecer, por um imprevisto de última hora, agradeceu aos familiares, amigos e a Diocese de Propriá e anunciou que o Frei João Paulo, após ordenado, vai fazer missão no Alto Solimões, na Amazônia, junto as tribos indígenas.
O novo sacerdote fez um agradecimento emocionado aos familiares, a segunda família que são os capuchinos e aos amigos pela presença no momento da celebração e em todos os momentos de sua vida.
Ordenação do Frei Gilton
Na noite do Sábado, 28, na cidade de Itabaiana, com a Igreja Matriz de Santo Antônio e Almas totalmente lotada, foi ordenado frade capuchino, o Frei Gilton Oliveira, também em uma cerimônia presidida por Dom Carlos Alberto.
Familiares, parentes, amigos, confrades e sacerdotes prestigiaram a ordenação que também teve muitos momentos de emoção e lagrimas do novo sacerdote. O coral do Seminário Maior entoou as canções litúrgicas e deu um brilho especial a cerimônia.
Dom Carlos Alberto ressaltou as qualidades do novo sacerdote, pois ele mesmo o acompanhou quando ainda era pároco em Itabaiana. O bispo afirmou que por conhecê-lo, sabe que será um grande sacerdote e pediu: “continue fiel a Cristo, a sua vocação franciscana e servindo a Igreja, seguindo os passos de São Francisco de Assis, esse grande santo que ajudou a transformar a Igreja”.
O provincial, Frei Rubival Marques, agradeceu a acolhida do pároco da cidade, do povo que ajudou na realização da celebração, em especial a família do ordenado e a Dom Carlos, o considerando um irmão dos frades.
Ordenação do Frei João Paulo
A primeira ordenação ocorreu na sexta, 27 de maio, em Telha, cidade natal do novo sacerdote, o frei João Paulo, que estava muito emocionado e em muitos momentos derramou lagrimas, ao olhar de centenas de pessoas, que lotaram a avenida em frente a Igreja matriz da cidade.
Na homília, Dom Carlos, lembrou a missa do sacerdote “levar a boa nova aos pobres, curar os corações feridos, consolar os que estão tristes” e acrescentou o bispo, “ter amor profundo a Cristo”. Ao receber os paramentos de sacerdotes dos pais, que também estavam emocionados, o frei João Paulo, foi saudado por todos.
Antes de finalizar, o Frei Florêncio Pecorari, representante do Provincial dos Capuchinhos, que não pode comparecer, por um imprevisto de última hora, agradeceu aos familiares, amigos e a Diocese de Propriá e anunciou que o Frei João Paulo, após ordenado, vai fazer missão no Alto Solimões, na Amazônia, junto as tribos indígenas.
O novo sacerdote fez um agradecimento emocionado aos familiares, a segunda família que são os capuchinos e aos amigos pela presença no momento da celebração e em todos os momentos de sua vida.
Ordenação do Frei Gilton
Na noite do Sábado, 28, na cidade de Itabaiana, com a Igreja Matriz de Santo Antônio e Almas totalmente lotada, foi ordenado frade capuchino, o Frei Gilton Oliveira, também em uma cerimônia presidida por Dom Carlos Alberto.
Familiares, parentes, amigos, confrades e sacerdotes prestigiaram a ordenação que também teve muitos momentos de emoção e lagrimas do novo sacerdote. O coral do Seminário Maior entoou as canções litúrgicas e deu um brilho especial a cerimônia.
Dom Carlos Alberto ressaltou as qualidades do novo sacerdote, pois ele mesmo o acompanhou quando ainda era pároco em Itabaiana. O bispo afirmou que por conhecê-lo, sabe que será um grande sacerdote e pediu: “continue fiel a Cristo, a sua vocação franciscana e servindo a Igreja, seguindo os passos de São Francisco de Assis, esse grande santo que ajudou a transformar a Igreja”.
O provincial, Frei Rubival Marques, agradeceu a acolhida do pároco da cidade, do povo que ajudou na realização da celebração, em especial a família do ordenado e a Dom Carlos, o considerando um irmão dos frades.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Além do Olhar
“O olho mede a distância e o tamanho das estrelas; encontra os elementos e suas localizações; ele... deu origem à arquitetura, a perspectiva, e a divina arte da pintura.... Que povos, que línguas poderão descrever completamente sua função? O olho é a janela do corpo humano pela qual ele abre os caminhos e se deleita com as mazelas e a beleza do mundo”, já dizia Leonardo da Vinci. Pois, o olhar é de fundamental importância na percepção, claro com uma boa dose de literatura, enxergarmos a realidade e algumas pessoas são capazes de observar no olho do outro o que muitas vezes não está explicito.
Os artistas e os poetas ampliam o campo da percepção além do olhar embrutecido pela vida cotidiana e acrescentam experiências além daquelas a que o homem comum não está habituado a exercitar, com este olhar é que o fotógrafo Sebastião Salgado transmitiu sua mensagem através do documentário “Espectro da Esperança”, produzido pela GNT, BBC e HBO, mostrando a dor e o amor, ou a dor e a esperança das pessoas, conforme foi registrado em suas fotos nos diversos países onde o fotógrafo passou, mostrando o sofrimento do povo numa contradição de uma sociedade chamada “evoluída”.
O documentário impressiona e ao mesmo tempo mostra através do olhar obscuro, o que muitas vezes está escondido no inconsciente de cada um. O trabalho de Sebastião mostrou além do olhar de cada criança fotografada, o desejo enorme de viver e ao mesmo tempo, a fragilidade de quem não tem o que comer, onde dormir, e não sabem por que se encontram naquela situação.
Os adultos estão com as mentes arrasadas, a matéria definhando, as forças enfraquecidas pela falta do alimento de cada dia, parecem sem esperanças, aguardando o que para a vida é o fim e para eles o começo de outra, onde, talvez não tenham certeza.
Está além do olhar os sonhos e os sentimentos daquele povo, que ao observá-los tentamos interpretar os seus pensamentos. Paulo Sérgio Duarte, coordenador geral de estudos culturais da Universidade Candido Mendes, afirma que “o olhar humano nunca foi o receptor passivo da natureza e da cena social em que se encontra” e Sebastião Salgado com os olhos ampliados pelas lentes de sua maquina fotográfica, nos mostra o que é real, está em nosso alcance e não enxergamos a gravidade do problema da miséria e da fome, fruto das guerras e da luta pelo poder.
"Não vemos nosso olho, podemos ver a semelhança de nosso olho no espelho..." Giordano Bruno
segunda-feira, 28 de março de 2011
Êpa! lá vem ela?
Esperar é uma das palavras que mais ouvimos e praticamos no decurso da nossa vida; alias, a nossa vida é uma interminável espera. Durante nove meses esperamos para nascer, depois para caminhar e assim vai se processando o longo caminho da espera.
Uma das coisas que mais nos faz esperar são as filas: de banco, dos correios, do posto de saúde, da merenda, para comprar o pão... São intermináveis as filas que temos de enfrentar, com bom humor ou não, elas fazem parte da nossa rotina. Quem já não pegou uma dessas “filinhas”? Daquelas que os pés não suportam pisar no chão e as pernas se recontorcem.
Podemos verificar que os campeões de filas são os bancos, eles não respeitam os nossos idosos, as gestantes, os deficientes, que ao chegar a uma agência bancária, está lá a placa indicando: fila especial só para idosos, gestantes e deficientes e no dia de pagamento daquela mísera aposentadoria ou pensão, a tal “fila especial” dá mais de duas voltas dentro da agência; a fila dos não especiais dá seis voltas. Só que tem mais caixa para atendimento, e será que à quantidade dos caixas é suficiente? Em dias de pique não passamos menos de trinta minutos em uma fila, sendo ainda generoso com o tempo.
É possível encontrarmos alguém que goste de filas? A não ser os banqueiros. Para eles, quanto mais filas mais lucros.
O Banco Central extinguiu o chamado caixa da gerência, que servia para os clientes apadrinhados, aqueles que já possuem uma condição confortável. Sem esquecer, as filas que separavam os correntistas e os não correntistas, que também foram eliminadas pelo Banco Central, mas não melhorou muita coisa a não ser a descriminação entre cliente e não cliente.
Na tentativa de diminuir a permanência de uma pessoa na fila de um banco, a Câmara de Vereadores de Aracaju, aprovou há alguns anos, uma lei que determina em quinze minutos o tempo máximo de espera. Logo veio a discussão, quem fiscaliza? Quem pune? O fato é que essa lei, como muitas no Brasil, nunca foi cumprida e pelo jeito vai demorar muito a acontecer.
Se falássemos aqui de todas as filas das diversas instituições que se utilizam desse modelo para o atendimento ao público, precisaríamos escrever um livro.
Com a modernidade, o nosso tempo se torna precioso e não se admite esse desrespeito que atinge pessoas de todas as idades. Esperamos, e aí vem a tal espera, que as autoridades busquem encontrar uma solução para amenizar o “stress” causado pelas longas filas. Agora mais modernas, salas com cadeiras.
segunda-feira, 21 de março de 2011
A Televisão no Brasil e a guerra por audiência
No Brasil, a televisão deu seus primeiros passos em 1950, graças ao paraibano Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo. Sua ousadia e espírito empreendedor o levaram a criar a TV Tupi, primeira emissora de TV da América Latina. Com a criação, a TV precisava de número de telespectadores, daí, a grande sacada foi a utilização de programas de auditório, capazes de aumentar a audiência, o que não demorou muito para acontecer. Em 1956, o programa “O Céu é o Limite, apresentado por Aurélio Campos, alcançou 92% de Ibop. Era um programa, aparentemente, do tipo gincana de perguntas e respostas envolvendo equipes que disputavam seus conhecimentos. No início da década de 70 surge o programa do Chacrinha, o Abelardo Barbosa, grande mestre na arte de conduzir um programa de auditório, posteriormente muitos outros foram sendo criados ou adaptados.
Os programas de auditório exibidos na televisão brasileira, desde a criação, tinha um objetivo certo, atingir a grande camada da população, o público mais simples, que se tornou uma grande fatia da sociedade, que até hoje dá bons lucros aos anunciantes da “telinha animada”.
Entre tantos programas, do passado e do presente, vamos nos deter em comentar dois da atualidade, que utilizam o popular para ganhar audiência e brigam acirradamente por espaço e fazem a “alegria nas tardes de domingo”, são os de Gugu Liberato e Fausto Silva.
Os três principais canais de TV aberta do Brasil, Globo, SBT e Record, brigam para ver quem é mais detentora do “besteirol”. Na TV Globo é preciso muito bom humor para ouvir as piadas e vídeo cacetadas, sem graça, de Faustão e seu “domingão”, com letras minúsculas sim e entre aspas também, pois mais parece uma reprise das novelas e minisséries da emissora, em uma autopromoção dos seus atores e atrizes que, para piorar, até pouco tempo, comiam pizza, enquanto milhares de pessoas passam fome. Sem esquecer o que mais gostam de mostrar, a intimidade do galã, a cor preferida de sua cueca e a emoção da sua primeira noite de amor.
Gugu Liberato, antes SBT, resolveu pousar na Record com seu programa semanal, batendo firme para mostrar que pode assumir a ponta no índice do Ibop. Lutar pelo primeiro lugar não seria o problema, se não fosse as armas utilizadas ou “estratégias”. O sensacionalismo ultrapassa todos os limites, utilizam a fé, a “caridade”, a sensualidade e até as pegadinhas de mau gosto, tudo faz parte do arsenal na guerra pela conquista da audiência.
Tanto no Faustão quanto no Gugu, os cantores e bandas “preferidas” não podem faltar. As músicas são as mais variadas, desde o sertanejo até “pagode”. As bailarinas acompanham o ritmo, e as crianças, do outro lado da tela, vão aprendendo. Esses programas ajudam a aumentar o grau de alienação das pessoas a serviço de uma indústria cultural exacerbada, com pouco compromisso com a dignidade da pessoa humana e os problemas sociais da grande maioria dos telespectadores assíduos.
Enquanto os artistas são mostrados todos bem vestidos, o povão só é apresentado na mais vil de suas imagens, desdentados, maltrapilhos e nas suas péssimas condições de vida, para causarem risos, dor ou piedade, no intuito de prender o público utilizando a simplicidade e solidariedade, que é parte da característica do povo brasileiro. Não mostram, a não ser quando interessa, a riqueza da cultura popular, espalhada em cada esquina deste nosso país.
Os programas de auditório, do tipo que analisamos, brincam, na maioria das vezes, com a sensibilidade do povo e tudo é revertido em lucro, se assim não for não serve. O telespectador é estimulado a comprar, comprar, comprar... enriquecendo as emissoras e seus patrocinadores. Não é mera coincidência, que o apelido dado à televisão é de “circo eletrônico”, pois a ela vem se afirmando nos programas de auditório preparados com os melhores recursos da tecnologia, para manipular as pessoas sem que elas saiam de suas casas e, nos últimos anos, para piorar a situação vem os reality shows, mas esse é outro assunto para outra oportunidade.
Assinar:
Postagens (Atom)





