quinta-feira, 13 de junho de 2013

Festas juninas: tradição e religiosidade



A religiosidade popular é algo forte na vida do povo brasileiro. No mês de junho, isso fica evidente com a realização de três grandes festas que homenageiam três importantes santos da Igreja Católica e ao mesmo tempo servem para os festejos populares do tradicional forró. Começam com Santo Antônio, dia 13, seguem com São João, 24, e terminam no dia 29 com São Pedro.

No Nordeste brasileiro, as festas juninas, como são chamadas, atraem milhares de pessoas para as Igrejas e para os grandes arraiás. As paróquias preparam as festividades religiosas e, inclusive, confraternizações juninas. O poder público promove as festas de rua, mas ainda imperam as festanças realizadas nas famílias, em pequenas comunidades e sítios. São grandes e pequenos arraiás.

É bonito de ver a imponência do fogo na queima das fogueiras, os clarões e estouros das bombas e foguetes, o colorido das ruas enfeitadas por bandeirolas e balões, sem esquecer o aroma e o sabor das comidas típicas: bolo de milho, macaxeira, pé-de-moleque, canjica, pamonha e tantas outras. Tem também a harmonia das quadrilhas que encantam com os seus passos marcados, a sonoridade e as histórias dançadas e cantadas, retratando os rincões desse imenso Brasil.

A tradição veio de Portugal, que trazida para o Brasil, logo foi se disseminando por todos os cantos, inserinda aos costumes indígenas e afro-brasileiros, ficando mais enraizada no Nordeste. Hoje, com raríssimas exceções, quase todos gostam e participam da festa.

Dentro da tradição popular, vários são os artistas que surgiram e marcam essa época. Um deles, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, expoente do forró e divulgador, em verso, prosa e cantorias, da cultura popular, da vida cotidiana do homem nordestino, seus sofrimentos, agonias, costumes, alegrias e firmeza para vencer os desafios. Mesmo com sua morte, a música de Luiz Gonzaga é das mais tocadas em todos os cantos do Brasil.

Na tradição religiosa, os santos têm grande devoção. Santo Antônio, um renomado doutor da Igreja, conhecedor do evangelho, que se tornou um seguidor de São Francisco de Assis. São João foi o precursor de Jesus, aquele que anunciou a vinda do messias. E São Pedro, um pescador rústico, que largou a pescaria de peixes para ser pescador de homens e se tornou o primeiro papa da Igreja Católica, aquele a quem Jesus confiou as chaves da Igreja e afirmou: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt, 16, 18) o que se confirmou, pois são mais de dois mil anos de fortalecimento da Igreja.

No calendário litúrgico da Igreja, ainda temos a comemoração da festa de São Paulo Apóstolo, também no dia 29 de junho, mas que não é muito comemorado pela tradição popular. Ele, que era perseguidor dos cristãos, se converteu e se tornou um exímio evangelizador.

Edmilson Brito

quinta-feira, 14 de março de 2013

Habemus Papam!




Mais uma vez o Senohr nos surpreende!
Tantos nomes, cálculos, análises, prognósticos de gente tão entendida... E o Eleito foi aquele que o Senhor escolheu.
O mais comovente na eleição de um Papa é ver e ouvir os católicos, com toda simplicidade, gritarem "Viva o Papa", sem nem saberem quem foi o eleito. E assim deve ser.
Pouco importa a proveniência, a idade, o curriculum. Importa ao crente uma só coisa: é o Papa, o Bispo de Roma e, como tal, o Sucessor de Pedro e Chefe visível da Igreja de Cristo.
Agora, ele se chama Francisco! A ele, na fé, o nosso afeto, a nossa oração, a nossa fidelidade, a nossa obediência.
O que esperar do novo Papa? Que ele seja fiel à missão de Pedro: testemunhar e anunciar que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo, sendo primeiro guardião da fé católica e apostólica. Isto lhe custará um martírio cotidiano - por isso os sapatos vermelhos que o Papa deve calçar... Rezemos para que o Senhor conduza sempre o Santo Padre! Rezemos para que o rebanho possa alegrar-se com seu pastor! Rezemos para que o pastor e o rebanho possam, juntos, chegar aos prados eternos.
Deus abençoe, Deus conduza, Deus defende o Santo Padre, o Papa Francisco I!

Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Aberto o 34º Capítulo Nacional Eletivo da OFS








Na manhã desta sexta, 24 de agosto, ocorreu a abertura do XXXIV Capítulo Nacional Eletivo da OFS do Brasil, em Brasília. As atividades foram iniciadas após a uma Celebração Eucarística, seguida de café da manhã, coma composição da mesa de abertura, estando presente o Ministro Nacional, Antônio Benedito de Jesus da Silva Bitencourt; Representante da Presidência do CIOFS, Conselheira da Presidência do CIOFS para os países de língua Espanhola, Maria Anvelo Queremel de Nunes (Chelito); Assistente Internacional para os CIOFS, Fr. Amando Trujillo Cano,TOR; Presidente da Conferência dos Assistentes Espirituais, Frei, Manuel José Farias Lopes, TOR; Secretario Fraterno Nacional da JUFRA, Alex Sandro Bastos Ferreira; Representeaste da FFB (Família Franciscana do Brasil), Ir. Renata Lopes de Farias, da Congregação das Irmãs Franciscanas de Dillingen; Ministro do Regional Centro, anfitrião, Nivaldo Moreira da Silva e o Assistente Espiritual do Regional Centro, Ir. Sandra Regina Ferreira, da Congregação franciscana da Divina Misericórdia.

Também Presentes os membros dos regional Nordeste B3, Sergipe e Bahia: Ministro Ewerton Ferreiro, Vici Ministral, Dulce, e Edmilson Brito e Ana Petronila.

O Ministro Nacional saudou a todos os presentes e declarou aberto os trabalhos do Capítulo. Na oportunidade, agradeceu ao Regional Centro pela acolhida de todos os capitulares e pelo empenho dos demais membros em estarem presentes. As atividades deram prosseguimentos com a escolha dos membros das equipes do capítulo: Secretaria: Edmilson Santos Brito,SE, Wigna Jales de Lira,RN, e Anderson dos Santos Moura,RJ; Comissão de Redação: Zilmar de Sá Uchôa,MA, Izabel Viana Teixeira,RS, Paulo Machado da Costa e Silva,RJ, José Carlos de Andrade,MG; Escrutinadores: Helena Waldemice de Araújo Freitas,PA, Edvaldo Dias dos Santos, MS; Cronometristas: Ewerton Ferreira de Menezes,SE, e Arion Fernandes Silva,RJ.

A Representante da Presidência do CIOFS fez a leitura da mensagem da Ministra Geral, Encarnación del Pozo, que ressaltou sobre o serviço aos irmãos, tendo como palavra chave a conversão. A Moderadora Joana D’Arc leu a mensagem enviada pela Conselheira da Presidência do CIOFS para os países de língua portuguesa, Maria Aparecida Crepaldi.

O ministro anfitrião do Regional Centro, Nivaldo Moreira da Silva , desejou boas vindas a todos e afirmou que tudo foi preparado com muito carinho, para tanto contou com o apoio das fraternidades locais.

Foi apresentado pelo ministro nacional o relatório do triênio, com destaque para o trabalho de resolutividade do problema da Venerável Ordem Terceira do Rio de Janeiro, chegando em comum acordo com o Arcebispo da localidade, Dom João Orani Tempesta, o regional e o nacional, representado pelo ministro que desprendeu boa parte do seu tempo na busca por uma solução mais adequada.

Agora pela tarde, os representantes dos regionais estão reunidos para a avaliação das prioridades do capítulo anterior e apresentação de propostas para as prioridades do novo triênio.



sexta-feira, 20 de julho de 2012

Representantes da Arquidiocese de Aracaju participam de encontro da Pascom Nacional




Iniciou ontem (19) e prossegue até o próximo domingo (22), o 3º Encontro Nacional da Pascom- Pastoral de Comunicação da CNBB. Entre outras autoridades eclesiais, a solenidade de abertura contou com a presença do Bispo presidente da comissão episcopal pastoral para a comunicação da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa; da Assessora da comissão Episcopal Pastoral para a comunicação da CNBB, Irmã Élide Fogolari.

Dom Dimas lembrou as palavras do papa João Paulo II, quando chamou a comunicação de um grande areópago, reforçando a importância do uso dos instrumentos de comunicação moderno para o anuncio do evangelho.

A conferência de abertura foi proferida pelo prof. Jornalista e diretor internacional de Ciências Sociais da Universidade de Navarro, Carlos Alberto Dl Franco. Ele iniciou reforçando que é preciso ver a realidade como ela é, para se fazer uma leitura realista. “Para comunicar com competência é preciso saber ouvir e dialogar, assim como fez o papa João Paulo II. Só assim podemos dialogar com um mundo globalizado”, ressaltou o conferencista.

Dl Franco enfatizou que a força da mensagem depende da firmeza da identidade católica e não necessariamente, tão somente, dos meios tecnológicos, que são importantes, mas é preciso reforçar essa identidade para que a comunicação tenha mais firmeza. Dl Franco foi enfático ao dizer que “A missão da Igreja é comunicar, lembrando a frase do evangelho em que Jesus determina Ide pelo mundo e anunciai a boa nova”.

O conferencista alertou a necessidade para uma boa comunicação, realçando que a Igreja precisa investir em recursos humanos e profissionalismo, tanto para os profissionais da comunicação como na formação dos sacerdotes, afirmando que uma boa homilia é um dos melhores produtos da comunicação da Igreja.

O coordenador de comunicação da Arquidiocese de Aracaju, Pe. Paulo Tadeu, refletiu sobre a participação no evento. “O encontro está nos proporcionando tomar novas decisões em relação ao serviço da Pastoral de Comunicação em nossas dioceses, sobretudo, no que desrespeito à profissionalização dos agentes de pastoral de comunicação da Igreja. É preciso comunicar a verdade, que é Jesus Cristo, com profissionalismo, claro, sem esquecer a experiência de Deus na vida de cada um”, exaltou Pe Paulo.

Segundo a Assessoria Nacional de Comunicação, Irmã Élide, no primeiro encontro participaram 130 pessoas, no segundo 400 e neste são aproximadamente 600 participantes do Brasil inteiro. Da arquidiocese de Aracaju estão participando o Coordenador de Comunicação, Pe. Paulo Tadeu; o Assessor do Arcebispo, Pe. Marcelo Conceição e os jornalistas Edmilson Brito e Rosalvo Nogueira, também os representantes da Pascom da Paróquia Nossa Senhora da Vitória de São Cristóvão, Rildo Cavalcante e Avani Cavalcante.

Mesa Redonda

Hoje, 20, pela manhã está ocorrendo uma mesa redonda com os temas: Os sentidos da comunicação, com Rosane Borges, profª e doutora da Universidade de londrina; Fundamentação Teológica e Pastoral da comunicação, com Pe. Manoel de Oliveira, da Pascom da Arquidiocese de Salvador e O que é como se organiza a Pastoral da Comunicação, com Ir. Élide Fogolari, Assessora da CNBB.


Texto e Fotos: Jornalista Edmilson Brito, DRT-SE, 1.159.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Viva São João! Viva!... Viva os Santos Juninos!




O período junino é um momento marcante para o Brasil, principalmente para nossa gente nordestina. Durante todo mês, as ruas viram verdadeiros arraiás: bandeirolas, palhas, balões, muitas cores e alegorias que representam a característica caipira, sem falar das comidas típicas que enchem nossa boca de vontade de experimentar de tudo: milho e seus derivados, cocadas, bolos diversos, arroz doce, amendoim, pé-de-moleque e tantas outras gulosemas.

Além das comidas e dos enfeites, o que alegra mesmo é o nosso forró, com seu ritmo acelerado ou mais compassado, ao toque da sanfona, da zabumba e do triângulo, para quem gosta do mais tradicional. Mas, hoje, tem estilo de forró para todos os gostos, com as críticas a favor ou contra, particularmente gosto do mais tradicional, do que fala das origens, mas também não vejo mal algum na inclusão de novos instrumentos, desde que se tenha letra e que não descaracterize a essência.

No meio de tudo isso, para nós católicos, o mês é marcado por três datas importantes que relembram a trajetória de quatro grandes Santos: Santo Antônio (dia 13), São João (dia 24) e São Pedro e São Paulo (dia 29). Portanto, não podemos nos descuidar da essência religiosa deste mês, mesmo que brinquemos, que dancemos, que participemos de confraternizações juninas. Pois, são Santos, que de uma forma plena conseguiram enxergar a grandeza de Jesus e deram suas vidas por amor à causa do anúncio do evangelho de Jesus.

Logicamente, todo o mês é envolto pela energia contagiante das festividades populares e mesmo sendo uma festa de influência da cultura portuguesa, que, provavelmente, nos remeteu a comemorar esses Santos católicos. Essas festividades juninas também devem ter tido influência de antigos povos como os celtas, os grego- romanos ascendiam fogueiras e faziam festas para agradecer pelos bons resultados da colheita, já que à época de junho, nos países do hemisfério norte, é o início do verão, propício para o plantio.

No Brasil, segundo pesquisas, as comemorações juninas vêm desde o século XVI. Tais comemorações, porém, em nosso País, desde o início, sofreram adaptações, pelo jeito peculiar de nossa gente, configurando-se grande parte da essência do nosso folclore. Assim, com o nosso jeito, transformamos uma cultura mesclada, em uma cultura de massa e brasileira.

Texto: Edmilson Brito, Jornalista e Radialista

domingo, 27 de maio de 2012

Eleito o novo ministro regional da OFS de Sergipe e Bahia


Neste final de semana, 25 a 27 de maio, os representantes das fraternidades de OFS, Ordem Franciscana Secular, dos estados de Sergipe e Bahia estiveram reunidos em Capítulo Eletivo, no convento São Francisco, em São Cristóvão, Sergipe, contando com a presença de aproximadamente 70 capitulares. A solenidade de abertura contou ainda com as participações de Frades assistentes espirituais, do representante do Conselho Nacional da OFS, Ubiraci Nascimento e do Provincial dos Capuchinos dos dois estados, Frei Rubival Cabral Brito, que no dia seguinte, proferiu a palestra sobre o tema: “Santa Clara: Identidade e Missão”, remetendo à comemoração dos 800 anos do carisma clariano na vida franciscana e no mundo.

O capítulo ocorreu de forma tranquila, os capitulares elegeram o novo conselho regional, sendo eleito Ministro Ewerton Ferreira,SE; Vice Ministra, Dulcilene, BA; Secretário, Rafael Neves, SE, Tesoureira, Geosilvan,SE; Coordenadora de Formação, Ana Petronila, SE; Distrito Sergipe, Sérgio Gomes, Distrito Salvador, Jorge,BA, Distrito Norte, Maria Andrade,BA, Distrito Sul, Maria de Lourdes Marinho,BA; Conselho Fiscal: Edmilson Brito,SE; Bete,BA e Valdemir,BA.

No domingo, 27, os capitulares elegeram as prioridades para o novo triênio: Revigoramento do Carisma, Expansão, Formação e assistência espiritual. Ao final da manhã, a missa de encerramento foi presidida pelo Arcebispo de Aracaju, Dom José Palmeira Lessa, que parabenizou pela eleição do novo conselho e lembrou a importância do carisma franciscano para a Igreja. Reforçou o Arcebispo a necessidade de revigoramento do carisma e solicitou aos franciscanos seculares que invistam nos jovens.

Texto e fotos: Edmilson Brito

terça-feira, 1 de maio de 2012

Dia do Trabalhador, o que temos a comemorar?

Dia do Trabalhador, o que temos a comemorar? Está é mais uma data, este é mais um mês, este é mais um ano, de comemoração ou de luta? Pois, ainda há muito que conquistar por parte dos os trabalhadores do mundo inteiro e no Brasil não é diferente. Porém, muitas conquistas foram obtidas e não há como negar os avanços econômicos do país, muitas vagas de empregos foram abertas, mas a cada dia milhares de pessoas trabalham outros tantos querem trabalhar, ter carteira assinada, ter dignidade. É importante nunca perdermos de vista que a data de 1º de maio, só foi possível comemorar, se é que podemos comemorar, depois da morte de trabalhadores inocentes que lutavam por melhores condições de trabalho nos Estados Unidos, no dia 3 de maio, e, no dia seguinte, houve nova manifestação morrendo três agentes polícias e doze pessoas e dezenas ficaram feridas. As manifestações foram organizadas pela Internacional Socialista. Manifestações do mesmo nível ocorreram na França, no dia 1º de maio de 1981, que novamente resultou na morte de dez manifestantes, que serviu de reforço para a proclamação desta data ser comemorado o dia de luta dos trabalhadores. Aqui no Brasil, também sempre foi marcado por manifestações, porém de menor intensidade, além do mais, a partir da era Vargas, com seu populismo trabalhista, esse dia passou a ser mais de comemoração do que de lutas, por exemplo, nesta data foi sancionada a CLT e até hoje são realizados grandes shows pelas centrais sindicais, com artistas famosos e sorteios de dezenas de prêmios. Mesmo assim, é uma data que vale ser lembrada e merece manifestações pelo que ainda precisam melhorar nas condições de salários dos trabalhadores.